Encontramos a Luna dentro de uma caixa de papelão, na beira de uma estrada, numa noite fria de julho. Estava encharcada, tremendo, e quase não chorava mais — porque já não tinha forças. Alguém decidiu que a vida dela não valia nada. Nós decidimos o contrário.
Na primeira semana, ela não comia sozinha. Na segunda, não deixava ninguém encostar nela. Um mês depois, abanou o rabinho pela primeira vez. Todo mundo que estava lá chorou. Porque a gente sabe o quanto é difícil um animal machucado voltar a confiar em alguém.
Hoje a Luna corre, brinca e dorme quentinha. Mas enquanto você lê isso, existe outra Luna esperando em alguma rua, em alguma caixa, em algum cantinho escuro. E a gente só chega a tempo se você ajudar.
Sem doação, não tem resgate. Sem resgate, não tem recomeço. Sua doação é, literalmente, a diferença entre uma vida que continua e uma que se apaga hoje à noite.